Não me quero rever em ninguém,
Nem esconder quem sou... porém,
Não te quero assustar, nem mentir...
E quanto ao sentir... quero fazer-te rir!
Quero criar sorrisos sinceros,
Em momentos intimos, se preferes.
Quero que me agarres a mão na rua,
Mas inesperadamente como se fosse tua.
Gostava de sem saber te ver chegar,
Surpreenderes-me com um beijo devagar.
E num piscar de olhos arrebatares meu peito,
Sim, o que se esconde aqui quase sem jeito,
Cada vez que te ve chegar...
De tão escondido alterna para do peito saltar...
Pois esse olhar que só tu trazes,
Perdido nas atitudes difusas que fazes...
Faz minha pele arrepiar, como se me penetrasse.
E dentro da minha alma se completasse.
Este pequeno tremer de emoção,
É apenas o incómodo de sensação.
Um evitar de mágoa e dor,
Que se resguarda atrás de um muro sem cor.
Será que se torna mesmo um medo de viver...?
De me entregar e do teu amor colher?
domingo, 30 de março de 2014
quinta-feira, 27 de março de 2014
Ignoraste o meu desejo,
E mudaste tudo o que podias...
Pois perdido em teu beijo,
Estava esse orgulho que escondias.
A sala está diferente da configuração original,
Não reconheço o tacto das coisas que me rodeiam...
E tudo me parece verdadeiramente mal.
Quando todas estas sensações querem sair e anseiam.
Já correu tanto tempo nesta vida que levamos...
E de nada serve olhar para ti e não sorrir...
Já nem sei bem acerca do que escrever,
Mas a vontade é grande de sentir...
É maior a necessidade de te ver viver,
Apesar de viver ser muitas vezes fugir.
Como tudo na vida, podemos muitas vezes olhar para o chão...
Mãos nos bolsos e olhos na calçada à espera de algo que mude tudo...
Como se algo que encontrássemos, nos trouxesse paz.
Agora que já entendi maior parte das coisas que posso simplesmente aceitar...
Nada é igual e o tempo mudou tudo... até eu sou diferente e não mudo.
Na retrospectiva de quem fui... e de tudo o que tem vindo a mudar.
Não vejo acções más ou perspectivas egoistas que afastariam aqueles que amo...
Mas vejo atitudes que não se conjugam, vejo pontos de vista dispares de quem sinto que sou.
Fruto das perspectivas que tentei assumir...
Noutras almas que se preferiam reflectir assim...
domingo, 23 de março de 2014
Corres num prado verdejante,
Cosmos que te mira de cima.
E assim entras de rompante,
Num coração que muito estima.
Em puro contraste com o verde,
E os braços caidos a teu lado.
Neste sentimento que já cede,
É contigo que quero sentir o fado.
É condição para abraçar.
Numa página que já foi branca.
É imperativo com força te agarrar,
Para entenderes que a sensação é franca!
Mas o tempo apenas mostra um sentido.
No passado já ninguém vive.
E o futuro passa depressa, corrido...
Quando penso no que já tive.
Mas de que vale ter ou deixar de ter?
Não é assim que vemos o que precisamos...
E por muito que o queiramos esconder,
Temos de ser verdadeiros com quem amamos.
Hoje, já não te procuro...
Sei que um dia hás-de me encontrar.
Posso até ser um pouco duro...
Mas aprendi a por ti esperar.
De que vale entregar-nos a alguém?
Quando desconfiamos que não vai resultar...
Passa o tempo e depressa porém...
Chega-se à conclusão, que não basta amar.
Cosmos que te mira de cima.
E assim entras de rompante,
Num coração que muito estima.
Em puro contraste com o verde,
E os braços caidos a teu lado.
Neste sentimento que já cede,
É contigo que quero sentir o fado.
É condição para abraçar.
Numa página que já foi branca.
É imperativo com força te agarrar,
Para entenderes que a sensação é franca!
Mas o tempo apenas mostra um sentido.
No passado já ninguém vive.
E o futuro passa depressa, corrido...
Quando penso no que já tive.
Mas de que vale ter ou deixar de ter?
Não é assim que vemos o que precisamos...
E por muito que o queiramos esconder,
Temos de ser verdadeiros com quem amamos.
Hoje, já não te procuro...
Sei que um dia hás-de me encontrar.
Posso até ser um pouco duro...
Mas aprendi a por ti esperar.
De que vale entregar-nos a alguém?
Quando desconfiamos que não vai resultar...
Passa o tempo e depressa porém...
Chega-se à conclusão, que não basta amar.
sábado, 22 de março de 2014
Sabes que essas datas assombram-me?
Que recordar a ultima vez que contigo estive...
Me amedronta e arrepia?
Pois é esta vida que se vive,
E com quem estive, só eu poderei saber...
Mas a quem me entreguei...
E com quem realmente privei,
Nas formas mais puras de interacção...
Vive ainda intensamente neste coração.
Que recordar a ultima vez que contigo estive...
Me amedronta e arrepia?
Pois é esta vida que se vive,
E com quem estive, só eu poderei saber...
Mas a quem me entreguei...
E com quem realmente privei,
Nas formas mais puras de interacção...
Vive ainda intensamente neste coração.
Por acaso não sei bem as datas,
Nunca devo ter sido bom a memorizar...
Sou mesmo bom é a plantar... até favas...
Para mais à natureza me ligar...
Essas datas são supérfluas...
E o seu significado importante para alguém.
O tempo marcado pelas diversas luas,
Parece que fica sempre aquém.
Daquele entusiasmo, daquela sensação,
Que se respira, que exala emoção.
Mais uma vez, vou-me quedar já aqui perto...
Dia da poesia atrasado, já foi um dia tempo certo.
Nunca devo ter sido bom a memorizar...
Sou mesmo bom é a plantar... até favas...
Para mais à natureza me ligar...
Essas datas são supérfluas...
E o seu significado importante para alguém.
O tempo marcado pelas diversas luas,
Parece que fica sempre aquém.
Daquele entusiasmo, daquela sensação,
Que se respira, que exala emoção.
Mais uma vez, vou-me quedar já aqui perto...
Dia da poesia atrasado, já foi um dia tempo certo.
A chuva hoje ameaça,
Como se fosse deslizando pela atmosfera.
A água, gentilmente escorre pela minha cara,
Nesta minha pele rugosa do tempo que não pára.
Será o tempo uma interrogação?
Em jeito de pergunta ao ser...?
Ou viveremos nós em negação...?
Porque em todo este tempo, não conseguimos tudo viver?
Essa luz que no outro dia me aqueceu o peito,
Gostava que por cá já ficasse de vez.
Poderia dizer que é conveniente ou que dava jeito.
A verdade é que sinto a tua falta talvez...
Por isso se não tiveres onde ficar,
Tenho quarto extra para te acomodar.
Agora só espero que a lua não se importe,
De lhe convidar a cara metade de grande porte.
Como se fosse deslizando pela atmosfera.
A água, gentilmente escorre pela minha cara,
Nesta minha pele rugosa do tempo que não pára.
Será o tempo uma interrogação?
Em jeito de pergunta ao ser...?
Ou viveremos nós em negação...?
Porque em todo este tempo, não conseguimos tudo viver?
Essa luz que no outro dia me aqueceu o peito,
Gostava que por cá já ficasse de vez.
Poderia dizer que é conveniente ou que dava jeito.
A verdade é que sinto a tua falta talvez...
Por isso se não tiveres onde ficar,
Tenho quarto extra para te acomodar.
Agora só espero que a lua não se importe,
De lhe convidar a cara metade de grande porte.
terça-feira, 18 de março de 2014
Mais um dia e pressões do quotidiano,
Em que os ponteiros rodam devagar...
Em que o dia se torna mediano,
E o desejo é do dia acabar.
Mas heis que o sol se revela,
E a esperança afinal respira...
Que este vento me encha a vela,
Pra ver se minha vida vira.
Cansado do frio e do escuro,
Abro a janela e respiro ar puro...
E que esta luz me levante e preencha,
Que ganhe força e agarre na prancha.
Em que os ponteiros rodam devagar...
Em que o dia se torna mediano,
E o desejo é do dia acabar.
Mas heis que o sol se revela,
E a esperança afinal respira...
Que este vento me encha a vela,
Pra ver se minha vida vira.
Cansado do frio e do escuro,
Abro a janela e respiro ar puro...
E que esta luz me levante e preencha,
Que ganhe força e agarre na prancha.
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