domingo, 18 de agosto de 2019

B.B.

Time and it's weight...
Makes us scared and afraid.
Of not feeling what once was felt...
Living that second when your heart met
A soul that has parts like yours,
A connection that can't be denied...
And you don't need to choose sides...



domingo, 21 de julho de 2019

Anseio esse banho que me rejuvenesce,
A alma sente-se suja de porcaria...
A prancha até sozinha se mexe,
E vejo ondas até na parte de trás dos barcos na ria.
As palavras já são todas pesadas,
As acções trazem todas merda atrás...
E as desculpas inventadas,
Deixam-me com um pé atrás.
Onde anda a felicidade?
E as conversas sinceras interessantes?
Terá ido com esta tenra idade,
Para outras paragens mais verdejantes?

Estou a ficar cansado das expectativas e das conversas dos outros que se julgam superiores a quem não correspondi com as expectativas deles para a minha vida... mas acho que o maior inimigo aqui ainda sou eu... há muito ainda a aprender.... 

Nunca mais se sente o mesmo...

Na efemeridade da vida passamos por muitos vales, montanhas e rios... o que de certa forma marca o caminho que tomamos e as decisões com as consequentes repercussões. Não todas boas escolhas nem são todas premeditadas, mas são as que tomamos e com as quais teremos de lidar mais cedo ou mais tarde... porque no final todo o que fazemos fica essencialmente para cada um de nós.
Estas escolhas vão-nos dar um traquejo enorme para conseguirmos aceitar as coisas que não podemos mudar... mas mesmo assim vão haver muitas escolhas difíceis de tomar, muitos percursos cheios de obstáculos e dificuldades, há de haver a altura em que nos sentamos com a nossa alma e decidimos se vale a pena ou não as escolhas que andamos a tomar e escolhemos melhores percursos.

O coração vai ficando frio consoante se envelhece... a alma dura vai criando uma carapaça impenetrável onde algumas pessoas têm livre acesso enquanto que maior parte do mundo exterior fica aí mesmo... no exterior!

As questões amontoam-se em fila indiana na minha mente e as respostas apenas levam a mais perguntas e quanto mais sei, menos quero saber e descobrir, menos prefiro conhecer e resignar-me a uma pseudo-ignorância que me acalma o espírito.

Já não vinha escrever há tanto tempo que a lírica se perdeu, as palavras escorrem até às pontas dos meus dedos como se nem fossem chamadas e depressa se deitam nesta folha de papel electrónica que está sempre pronta para receber todas as minhas confissões com ou sem lógica.


Acordei sem saber bem o que quero,
E sem vontade saí da cama...
Sem objectivo quase desespero,
E ignoro quem todos os dias me chama.
Não por mal ou vingança,
Sou um espectro do que já me senti...
Talvez ambicione uma mudança,
Uma réstia do que já vivi?

E em cada dia que passa luto para me manter,
A sorrir sem me perder,
A viver sem realmente viver...
Será nas minhas provações que me sinto inteiro?
Quando luto contra tudo e todos para me manter verdadeiro?
Certo é que nem parece que vivo ultimamente,
E me sinto assim demasiado dormente...
Será altura de mudar de hábitos ou de indivíduos?
Ou serei eu que não presto já com estes resíduos?


sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Olá...
Não sei quem és nem de onde vens. Para onde caminhas só tu saberás e mesmo isso é questionável. Não sei como deste com este sítio onde eu deposito emoções em letras e sensações em frases mas sê bem-vindo/a... aqui... todos podem escrever e deixar para a posteridade qualquer comentário seja feliz ou infeliz, produtivo ou critico. Aqui, como no papel, as letras são aceites, só depois é avaliado o peso de cada uma e o seu significado mais profundo escrutinado em alturas mais intimas e propícias.
Se fores ver, não há assim tantos comentários, logo, até percebo que te sintas intimidado/a por deixares uma réstia do que sentes/pensas das minhas palavras ou do que quer que te vá na alma... mas... que somos nós senão aquilo que carregamos? Eu, já tive direcção, carinho e amor mas não soube cuidar pelo que parece... mais uma aprendizagem da vida, mais um chapada de mão aberta a colocar as coisas em perspectiva. Cada um já teve uma direcção que em alguma altura da vida considerou ser a melhor coisa que poderia estar a fazer apenas para se aperceber que a profundidade dos nossos olhares não chega onde deveria chegar e quando chega somos nós que nos recusamos a ver...

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

O céu está cheio de cinza escura...
O fogo arde mas não se vê daqui.
Já chega desta batalha que perdura...
É a nossa terra que arde assim.

Fruto de vis actos do homem...
E dos pseudo benefícios económicos.
Não importa quantos euros tomem,
Na frescura dos seus gins tónicos.

O que importa é ter o bolso cheio,
E andar em grande cenário.
Sendo que o azar é em terreno alheio,
Fruto do meu mal, que sofra o otário!

Arde já há mais de dois dias,
Acima de 21.000 hectares.
Ó Costa, dizias que prevenias...
Não faz mal, há mais para roubares.

Somos nós novamente o povo,
Que segura a lona para vocês não se molharem.
Monchique sê valente de novo...
Reunimos esforços, comida e pomadas para usarem.

Os Algarvios são verdadeira gente,
Até a mim me custa aqui ficar...
Isto sim é gente que sente,
Não é fogo que os vai parar.

Já é de noite quase cerrada,
Quando ainda estava na praia segunda a esta hora.
As sirenes passam de tacada,
Pobres coitados vencidos trazidos do fogo para fora.

Como tenho a alma pesada e triste,
Pelas recordações que ardem na memória.
Salvemos o que ainda existe,
E aprendamos desta vez a história.



terça-feira, 7 de agosto de 2018

E de volta depressa se revolta,
Este grito mudo que me silencia.
Transtorna com essa raiva que se solta,
E que terminou em mim um dia.
Acabou com a morte da esperança,
Acabou com toda a vontade de viver.
Foste tu ou serei eu com esta lança,
Poderei eu poder em paz morrer?
Mas as memórias como pesadelos,
Da perfeição que já foi.
História que é história em novelos,
Que me come e corrói.
Mas o que mais dói é mesmo saber,
A plenitude que talvez tenha sido minha apenas.
Serei cego demais para conseguir ver,
Ou é a minha alma que envenenas?
Foste mas ficou algo aqui,
E não foi a perfeição que tivemos...
Mas funcionava para mim,
Servia para crescermos.
Que se foda agora a expectativa,
Do que queremos para nós.
Que haja mais dessa bebida,
E se silencie esta voz.

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Por vezes esqueço-me que não estamos juntos,
Agarro o telemóvel e já não vejo Amor na lista...
Já mudei o teu nome, mas não mudei meu coração,
Volta a ti mesmo que não queira e resista.
Mas guardo o teu número com esperança...
Que um dia te lembres que te faço falta.
Se aparece Amor novamente no tele não sei que faça...
Mas se aparecer não vou reconhecer essa malta...
Ainda sonho com o dia em que me dirás que foi como ficar sem ar,
Todos estes dias, semanas, meses que sobrevivi sem ti.
Que o afastamento foi necessário para saber o que era amar,
Mas agora sei eu que sobrevivo, apesar do que senti...
Ainda tenho o teu número no telemóvel guardado,
Talvez a pensar que um dia vou ter coragem de ligar...
Para ser sincero tenho o teu número memorizado,
Mas já não sei se o que sinto por ti é amar.
Talvez guarde o teu número na memória,
Para te ligar e dizer que já foste mais do que és...
Para te dizer que podíamos ter tido melhor história.
Já pouco interessa como ou o que é que cada um fez...
Talvez para num futuro próximo te poder dizer,
Podias estar comigo de mão dada e cabeça erguida.
Com mais um ou dois filhos lindos e amados a crescer,
Na nossa casa não faltaria nem amor nem comida.
Começo a achar que guardei o teu número na cabeça,
Com qualquer outro propósito que não de falar contigo.
É bem provável que até ao fim de semana o esqueça,
Pois contigo a vida já não faria sentido...

I feel the ropes of the ship tightening as the wind picks up... The boards crank and moan as if they had something to say, As the silence ar...