Como o tempo teima em persistir...
O peito aberto com um bater pálido,
Insiste em me manter vivo...
Mas a vontade é forte, o desejo real...
A forma como as minhas mãos tremem,
As lágrimas que escorrem...
Sem propósito, não me levanto...
Os lençóis manchados do sal das lágrimas estão duros...
Mais duros que o meu espírito encarquilhado e triste.
Lembro-me de ti pai,
Das vezes todas que me disseste que eu é que era tudo...
Nunca acreditei em ti...
Acho que continuo a tentar mas...
Se mais ninguém acredita nisso,
Como poderá ser verdade..?
Há pessoas que me rodeiam num bater de sensações,
Há pessoas que se acham remédio para males,
Mas quem sou eu para ser diagnosticado por quem não me conhece?
Quem diz que preciso de alguém que não eu próprio...?
Eu! Apenas eu...
Aprende de uma vez a caíres para não doer tanto quando te levantas Mike...
terça-feira, 10 de julho de 2018
quinta-feira, 28 de junho de 2018
Como já disse anteriormente...
Tenho saudades de sentir...
Se a alegria não está presente...
Questiono que faço no mundo...
O cansaço tomou conta de mim,
A força abandonou esta alma...
E quedo-me aqui, assim...
A procurar na tua alma a minha calma.
A deliberar sobre tudo o que foi dito,
Todos os olhares e inseguranças...
De tudo o que li da tua mensagem... não repito!
E não foram dirigidas a mim essas lanças.
De mim falavam mal e assim o farão no futuro.
É pessoa que já foi minha mãe...
Mas com ela aprendi a ser duro.
E a aceitar o que com a vida vem.
Pois tu com a vida vais,
Não vale a pena voltares para a desilusão de filho que sou.
Não preciso de ti, nem do que tu "pensas" que me ajudas...
Podes seguir viagem... vai criar mais filhos como tens vindo a fazer...
Com o mais velho para dar exemplo, ajudar em casa e porrada receber,
Enquanto todos os outros derivam no que tu pensas
Tenho saudades de sentir...
Se a alegria não está presente...
Questiono que faço no mundo...
O cansaço tomou conta de mim,
A força abandonou esta alma...
E quedo-me aqui, assim...
A procurar na tua alma a minha calma.
A deliberar sobre tudo o que foi dito,
Todos os olhares e inseguranças...
De tudo o que li da tua mensagem... não repito!
E não foram dirigidas a mim essas lanças.
De mim falavam mal e assim o farão no futuro.
É pessoa que já foi minha mãe...
Mas com ela aprendi a ser duro.
E a aceitar o que com a vida vem.
Pois tu com a vida vais,
Não vale a pena voltares para a desilusão de filho que sou.
Não preciso de ti, nem do que tu "pensas" que me ajudas...
Podes seguir viagem... vai criar mais filhos como tens vindo a fazer...
Com o mais velho para dar exemplo, ajudar em casa e porrada receber,
Enquanto todos os outros derivam no que tu pensas
quarta-feira, 27 de junho de 2018
Tenho saudades de sentir...
Tenho falta de me sentir desejado e de querer rir.
A ambição condicionou o futuro,
A falta de ambição é algo duro!
O dinheiro apenas é um meio para um fim,
Porque o que realmente queria era não ficar assim.
Gastei mais do que devia,
Senti e sinto mais do que alegria...
Os dias foram passando,
O tempo arrastou-se...
Enquanto eu ia mudando,
Tu não largaste o osso...
Mas assim que soubeste do fim do dinheiro,
Ou do prenuncio anunciado.
Não foi comigo que quiseste ficar,
E já não te levo a mal por isso.
Levo por me dizeres que agora sabes o que é amar...
Depois de me partires na cara este feitiço...
E me deixares sozinho em mar alto a flutuar.
Não penses que és tu que ficas por cima,
Podes ter sido quem eu julgava amar...
Mas acabo em mim esta rima,
Para te dizer que eu aprendi a relevar.
Tenho falta de me sentir desejado e de querer rir.
A ambição condicionou o futuro,
A falta de ambição é algo duro!
O dinheiro apenas é um meio para um fim,
Porque o que realmente queria era não ficar assim.
Gastei mais do que devia,
Senti e sinto mais do que alegria...
Os dias foram passando,
O tempo arrastou-se...
Enquanto eu ia mudando,
Tu não largaste o osso...
Mas assim que soubeste do fim do dinheiro,
Ou do prenuncio anunciado.
Não foi comigo que quiseste ficar,
E já não te levo a mal por isso.
Levo por me dizeres que agora sabes o que é amar...
Depois de me partires na cara este feitiço...
E me deixares sozinho em mar alto a flutuar.
Não penses que és tu que ficas por cima,
Podes ter sido quem eu julgava amar...
Mas acabo em mim esta rima,
Para te dizer que eu aprendi a relevar.
segunda-feira, 10 de julho de 2017
A cada passo que dou, pontapeio fragmentos do meu coração.
O chão parece limpo mas está rubro de sangue.
Na falta que me fazes, no buraco que deixaste...
Relembro os tempos em que me pedias para irmos para a praia e eu ria por te achar demasiado humano.
Ou quando chegávamos à ponte e começavas a passar-te por sentires o mar ali tão perto.
Quando tínhamos o Cigone e andavas tipo Comandante sempre na proa de peito inchado e te jogavas para a frente do barco (mesmo em andamento).
Fechaste os olhos nos mimos que sempre tiveste e sempre exigiste de todos... e todos se lembram de ti e da tua doçura.
Hoje, acordei não a pensar que tinha de te levar à rua... acordei à espera de te ouvir, porque o peso que tinha no peito não me deixavam procurar-te pela casa nem levantar-me da cama.
Houve tanta gente que sempre te vai recordar como o cão mais meigo e dócil de sempre...
Eu, vou recordar-te como meu melhor amigo... passámos muita coisa juntos... passaram algumas pessoas pela tua vida que foram trazidas por mim mas que te carregaram a ti no coração também.
Ainda hoje recebo mensagens a dizer que tu tiveste uma vida boa e que talvez por ter sido tão feliz é que chegaste aos quase 16 anos.
O Doggy Heaven ficou mais rico contigo Giga e o mundo aqui em baixo mais pobre....
O chão parece limpo mas está rubro de sangue.
Na falta que me fazes, no buraco que deixaste...
Relembro os tempos em que me pedias para irmos para a praia e eu ria por te achar demasiado humano.
Ou quando chegávamos à ponte e começavas a passar-te por sentires o mar ali tão perto.
Quando tínhamos o Cigone e andavas tipo Comandante sempre na proa de peito inchado e te jogavas para a frente do barco (mesmo em andamento).
Fechaste os olhos nos mimos que sempre tiveste e sempre exigiste de todos... e todos se lembram de ti e da tua doçura.
Hoje, acordei não a pensar que tinha de te levar à rua... acordei à espera de te ouvir, porque o peso que tinha no peito não me deixavam procurar-te pela casa nem levantar-me da cama.
Houve tanta gente que sempre te vai recordar como o cão mais meigo e dócil de sempre...
Eu, vou recordar-te como meu melhor amigo... passámos muita coisa juntos... passaram algumas pessoas pela tua vida que foram trazidas por mim mas que te carregaram a ti no coração também.
Ainda hoje recebo mensagens a dizer que tu tiveste uma vida boa e que talvez por ter sido tão feliz é que chegaste aos quase 16 anos.
O Doggy Heaven ficou mais rico contigo Giga e o mundo aqui em baixo mais pobre....
sexta-feira, 9 de junho de 2017
A água é o meio....
Abro a torneira temeroso...
Devagar como que à espera de algo...
Um som, um sentimento diferente...
Algo que me impeça de ver...
Sou fruto dessa água...
De momentos dos meus.
Ainda com receio,
Abro os olhos...
Ainda sem querer...
Sinto... e não sinto...
Quero e não quero...
Olho para trás em pensamento,
Para ver-te no reflexo da água...
És eu e não o sinto...
Sou tu e não o sei...
Não sou nada... sem te sentir...
Devagar como que à espera de algo...
Um som, um sentimento diferente...
Algo que me impeça de ver...
Sou fruto dessa água...
De momentos dos meus.
Ainda com receio,
Abro os olhos...
Ainda sem querer...
Sinto... e não sinto...
Quero e não quero...
Olho para trás em pensamento,
Para ver-te no reflexo da água...
És eu e não o sinto...
Sou tu e não o sei...
Não sou nada... sem te sentir...
segunda-feira, 8 de maio de 2017
Já olhei para trás demasiadas vezes e numa dessas senti o calor do teu olhar a trespassar-me e a seguir caminho como que culpabilizando o facto de estar mais adiante de ti ou do que tu foste para mim...
Hoje ao andar deixo os braços penderem e as mãos sentirem as searas que embelezam estas paragens com o azul celeste a contrastar com o mar ao longe... mirando a porta de casa lá bem ao fundo deste campo semeado e cuidado por mim vejo a alegria dos meus olhos... os grilhões que não me permitem ser o que sempre senti ser... o marinheiro intrépido que fustiga as sereias e faz pouco das tempestades, dobrando cabos e tormentas como se de uma vara se tratasse... mas estes grilhões impedem-me de seguir o meu destino e quase que me levam a abraçar o que se espera de mim... este destino vil e cruel que me afasta do elemento que me faz inteiro, completo... Temos carne, água e cereais numa pequena horta que mantemos, mas carrego também este vazio dentro de mim, esta constante idealização da felicidade ao ouvir as vagas a baterem no casco do navio... num vislumbre de terra ao longe ou de um grito alegre lá de cima da gávea.... acho que no meu sangue corre mesmo é água salgada.
Ao chegar a noite, suave e doce confidente... apago as velas da casa e o óleo de baleia no candeeiro que illumina a entrada. Encosto a porta levemente e arranco para o meu pouso um pouco acima do monte de onde consigo perscrutar toda a baía onde se ancoram os navios que anseio, onde a vida que sinto que deveria viver se desenrola numa épica batalha interior... sou pouco do que deveria ser... sou vislumbre assumido e chefe de familia a quem não há-de faltar nada... mas sinto, dentro de mim que não cumpro as expectativas sem ser as que as mulheres da casa têem. Sou fraco... em não viver o destino assumido pela minha alma e sim em viver o destino aceite pelo meu corpo e sensação do correcto. Que fraqueza e que força, a que me impede de viver o que sinto ser certo e a que me impõe presença nas pessoas que me amam...
Serei alguma vez completo?
Hoje ao andar deixo os braços penderem e as mãos sentirem as searas que embelezam estas paragens com o azul celeste a contrastar com o mar ao longe... mirando a porta de casa lá bem ao fundo deste campo semeado e cuidado por mim vejo a alegria dos meus olhos... os grilhões que não me permitem ser o que sempre senti ser... o marinheiro intrépido que fustiga as sereias e faz pouco das tempestades, dobrando cabos e tormentas como se de uma vara se tratasse... mas estes grilhões impedem-me de seguir o meu destino e quase que me levam a abraçar o que se espera de mim... este destino vil e cruel que me afasta do elemento que me faz inteiro, completo... Temos carne, água e cereais numa pequena horta que mantemos, mas carrego também este vazio dentro de mim, esta constante idealização da felicidade ao ouvir as vagas a baterem no casco do navio... num vislumbre de terra ao longe ou de um grito alegre lá de cima da gávea.... acho que no meu sangue corre mesmo é água salgada.
Ao chegar a noite, suave e doce confidente... apago as velas da casa e o óleo de baleia no candeeiro que illumina a entrada. Encosto a porta levemente e arranco para o meu pouso um pouco acima do monte de onde consigo perscrutar toda a baía onde se ancoram os navios que anseio, onde a vida que sinto que deveria viver se desenrola numa épica batalha interior... sou pouco do que deveria ser... sou vislumbre assumido e chefe de familia a quem não há-de faltar nada... mas sinto, dentro de mim que não cumpro as expectativas sem ser as que as mulheres da casa têem. Sou fraco... em não viver o destino assumido pela minha alma e sim em viver o destino aceite pelo meu corpo e sensação do correcto. Que fraqueza e que força, a que me impede de viver o que sinto ser certo e a que me impõe presença nas pessoas que me amam...
Serei alguma vez completo?
Haelos - Pray
The way one reads another...
The stare in the sky knowing what the other is feeling.
The shiver in my back and neck...
Just another way to say what I feel without saying it at all...
The cold breeze that lets you know the weather is changing is a sign.
A sign of ever changing times and feelings.
Could one thing remain eternal?
Or are we the product of lost desires and expectations always thriving to feel what we once felt?
Never coming to the absolute beauty of perfection and accomplishment...?
We are what we choose to be and learning from each situation makes us better as each day passes... for those we feel this way surely...
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