Tenho saudades de sentir...
Tenho falta de me sentir desejado e de querer rir.
A ambição condicionou o futuro,
A falta de ambição é algo duro!
O dinheiro apenas é um meio para um fim,
Porque o que realmente queria era não ficar assim.
Gastei mais do que devia,
Senti e sinto mais do que alegria...
Os dias foram passando,
O tempo arrastou-se...
Enquanto eu ia mudando,
Tu não largaste o osso...
Mas assim que soubeste do fim do dinheiro,
Ou do prenuncio anunciado.
Não foi comigo que quiseste ficar,
E já não te levo a mal por isso.
Levo por me dizeres que agora sabes o que é amar...
Depois de me partires na cara este feitiço...
E me deixares sozinho em mar alto a flutuar.
Não penses que és tu que ficas por cima,
Podes ter sido quem eu julgava amar...
Mas acabo em mim esta rima,
Para te dizer que eu aprendi a relevar.
quarta-feira, 27 de junho de 2018
segunda-feira, 10 de julho de 2017
A cada passo que dou, pontapeio fragmentos do meu coração.
O chão parece limpo mas está rubro de sangue.
Na falta que me fazes, no buraco que deixaste...
Relembro os tempos em que me pedias para irmos para a praia e eu ria por te achar demasiado humano.
Ou quando chegávamos à ponte e começavas a passar-te por sentires o mar ali tão perto.
Quando tínhamos o Cigone e andavas tipo Comandante sempre na proa de peito inchado e te jogavas para a frente do barco (mesmo em andamento).
Fechaste os olhos nos mimos que sempre tiveste e sempre exigiste de todos... e todos se lembram de ti e da tua doçura.
Hoje, acordei não a pensar que tinha de te levar à rua... acordei à espera de te ouvir, porque o peso que tinha no peito não me deixavam procurar-te pela casa nem levantar-me da cama.
Houve tanta gente que sempre te vai recordar como o cão mais meigo e dócil de sempre...
Eu, vou recordar-te como meu melhor amigo... passámos muita coisa juntos... passaram algumas pessoas pela tua vida que foram trazidas por mim mas que te carregaram a ti no coração também.
Ainda hoje recebo mensagens a dizer que tu tiveste uma vida boa e que talvez por ter sido tão feliz é que chegaste aos quase 16 anos.
O Doggy Heaven ficou mais rico contigo Giga e o mundo aqui em baixo mais pobre....
O chão parece limpo mas está rubro de sangue.
Na falta que me fazes, no buraco que deixaste...
Relembro os tempos em que me pedias para irmos para a praia e eu ria por te achar demasiado humano.
Ou quando chegávamos à ponte e começavas a passar-te por sentires o mar ali tão perto.
Quando tínhamos o Cigone e andavas tipo Comandante sempre na proa de peito inchado e te jogavas para a frente do barco (mesmo em andamento).
Fechaste os olhos nos mimos que sempre tiveste e sempre exigiste de todos... e todos se lembram de ti e da tua doçura.
Hoje, acordei não a pensar que tinha de te levar à rua... acordei à espera de te ouvir, porque o peso que tinha no peito não me deixavam procurar-te pela casa nem levantar-me da cama.
Houve tanta gente que sempre te vai recordar como o cão mais meigo e dócil de sempre...
Eu, vou recordar-te como meu melhor amigo... passámos muita coisa juntos... passaram algumas pessoas pela tua vida que foram trazidas por mim mas que te carregaram a ti no coração também.
Ainda hoje recebo mensagens a dizer que tu tiveste uma vida boa e que talvez por ter sido tão feliz é que chegaste aos quase 16 anos.
O Doggy Heaven ficou mais rico contigo Giga e o mundo aqui em baixo mais pobre....
sexta-feira, 9 de junho de 2017
A água é o meio....
Abro a torneira temeroso...
Devagar como que à espera de algo...
Um som, um sentimento diferente...
Algo que me impeça de ver...
Sou fruto dessa água...
De momentos dos meus.
Ainda com receio,
Abro os olhos...
Ainda sem querer...
Sinto... e não sinto...
Quero e não quero...
Olho para trás em pensamento,
Para ver-te no reflexo da água...
És eu e não o sinto...
Sou tu e não o sei...
Não sou nada... sem te sentir...
Devagar como que à espera de algo...
Um som, um sentimento diferente...
Algo que me impeça de ver...
Sou fruto dessa água...
De momentos dos meus.
Ainda com receio,
Abro os olhos...
Ainda sem querer...
Sinto... e não sinto...
Quero e não quero...
Olho para trás em pensamento,
Para ver-te no reflexo da água...
És eu e não o sinto...
Sou tu e não o sei...
Não sou nada... sem te sentir...
segunda-feira, 8 de maio de 2017
Já olhei para trás demasiadas vezes e numa dessas senti o calor do teu olhar a trespassar-me e a seguir caminho como que culpabilizando o facto de estar mais adiante de ti ou do que tu foste para mim...
Hoje ao andar deixo os braços penderem e as mãos sentirem as searas que embelezam estas paragens com o azul celeste a contrastar com o mar ao longe... mirando a porta de casa lá bem ao fundo deste campo semeado e cuidado por mim vejo a alegria dos meus olhos... os grilhões que não me permitem ser o que sempre senti ser... o marinheiro intrépido que fustiga as sereias e faz pouco das tempestades, dobrando cabos e tormentas como se de uma vara se tratasse... mas estes grilhões impedem-me de seguir o meu destino e quase que me levam a abraçar o que se espera de mim... este destino vil e cruel que me afasta do elemento que me faz inteiro, completo... Temos carne, água e cereais numa pequena horta que mantemos, mas carrego também este vazio dentro de mim, esta constante idealização da felicidade ao ouvir as vagas a baterem no casco do navio... num vislumbre de terra ao longe ou de um grito alegre lá de cima da gávea.... acho que no meu sangue corre mesmo é água salgada.
Ao chegar a noite, suave e doce confidente... apago as velas da casa e o óleo de baleia no candeeiro que illumina a entrada. Encosto a porta levemente e arranco para o meu pouso um pouco acima do monte de onde consigo perscrutar toda a baía onde se ancoram os navios que anseio, onde a vida que sinto que deveria viver se desenrola numa épica batalha interior... sou pouco do que deveria ser... sou vislumbre assumido e chefe de familia a quem não há-de faltar nada... mas sinto, dentro de mim que não cumpro as expectativas sem ser as que as mulheres da casa têem. Sou fraco... em não viver o destino assumido pela minha alma e sim em viver o destino aceite pelo meu corpo e sensação do correcto. Que fraqueza e que força, a que me impede de viver o que sinto ser certo e a que me impõe presença nas pessoas que me amam...
Serei alguma vez completo?
Hoje ao andar deixo os braços penderem e as mãos sentirem as searas que embelezam estas paragens com o azul celeste a contrastar com o mar ao longe... mirando a porta de casa lá bem ao fundo deste campo semeado e cuidado por mim vejo a alegria dos meus olhos... os grilhões que não me permitem ser o que sempre senti ser... o marinheiro intrépido que fustiga as sereias e faz pouco das tempestades, dobrando cabos e tormentas como se de uma vara se tratasse... mas estes grilhões impedem-me de seguir o meu destino e quase que me levam a abraçar o que se espera de mim... este destino vil e cruel que me afasta do elemento que me faz inteiro, completo... Temos carne, água e cereais numa pequena horta que mantemos, mas carrego também este vazio dentro de mim, esta constante idealização da felicidade ao ouvir as vagas a baterem no casco do navio... num vislumbre de terra ao longe ou de um grito alegre lá de cima da gávea.... acho que no meu sangue corre mesmo é água salgada.
Ao chegar a noite, suave e doce confidente... apago as velas da casa e o óleo de baleia no candeeiro que illumina a entrada. Encosto a porta levemente e arranco para o meu pouso um pouco acima do monte de onde consigo perscrutar toda a baía onde se ancoram os navios que anseio, onde a vida que sinto que deveria viver se desenrola numa épica batalha interior... sou pouco do que deveria ser... sou vislumbre assumido e chefe de familia a quem não há-de faltar nada... mas sinto, dentro de mim que não cumpro as expectativas sem ser as que as mulheres da casa têem. Sou fraco... em não viver o destino assumido pela minha alma e sim em viver o destino aceite pelo meu corpo e sensação do correcto. Que fraqueza e que força, a que me impede de viver o que sinto ser certo e a que me impõe presença nas pessoas que me amam...
Serei alguma vez completo?
Haelos - Pray
The way one reads another...
The stare in the sky knowing what the other is feeling.
The shiver in my back and neck...
Just another way to say what I feel without saying it at all...
The cold breeze that lets you know the weather is changing is a sign.
A sign of ever changing times and feelings.
Could one thing remain eternal?
Or are we the product of lost desires and expectations always thriving to feel what we once felt?
Never coming to the absolute beauty of perfection and accomplishment...?
We are what we choose to be and learning from each situation makes us better as each day passes... for those we feel this way surely...
segunda-feira, 24 de outubro de 2016
A injustiça continua a ser uma imagem presente na minha vida,
O passar dos dias trás uma sensação exponencial de desespero...terrores!
Instala-se de forma segura nesta sociedade falsa e ressentida,
E corrói os alicerces da moral e da educação, os sentimentos e os valores.
Há sempre aqueles que vingam em tal sociedade,
Pela primeira boa impressão, cara de sérios ou por se mostrarem prestáveis.
Não é bom saber que não há valor na experiência ou na idade,
E que não há sequer avaliação no trabalho mas sim em horas extra saudáveis.
Continuamos a correr atrás do dinheiro,
E a menosprezar o que realmente importa.
Já não somos o povo que éramos, verdadeiro!
Somos miséria num luxo que não se comporta.
O valor do salário cada vez mais parece o petróleo,
Quanto mais o petróleo baixa, mais aumenta o imposto.
Mantém-se esta flutuação para lixar o Zé Povinho,
Que não tem outra escolha senão aceitar.
Ainda assim andamos com os gadgets da ultima moda,
Nem que para isso tenhamos de, como um rato, correr na roda...
Girar o motor do capitalismo e mostrar,
Que também eu na vida estou a vingar...
Mas o que estou é mesmo a negar a minha essência,
Os valores que me foram incutidos e acarinhados.
O que quero mesmo do capitalismo é a sua ausência,
E ver os valores de antigamente restaurados.
Talvez seja mesmo eu que nego a existência da injustiça no antigamente...
Apesar das inúmeras provas de era essa a realidade.
Mas também era época da honra e do sentimento de altruísmo presente,
E que importava o sentimento de uma humanidade.
Em que o justo ao menos poderia enfrentar o mal,
Levantar aço temperado e bradar o sentimento que lhe dá ímpeto...
Já hoje, não há forma de o fazer e se o conseguissem fazer seria algo anormal.
Pois nada somos mais que um rebanho em caminho estreito.
O passar dos dias trás uma sensação exponencial de desespero...terrores!
Instala-se de forma segura nesta sociedade falsa e ressentida,
E corrói os alicerces da moral e da educação, os sentimentos e os valores.
Há sempre aqueles que vingam em tal sociedade,
Pela primeira boa impressão, cara de sérios ou por se mostrarem prestáveis.
Não é bom saber que não há valor na experiência ou na idade,
E que não há sequer avaliação no trabalho mas sim em horas extra saudáveis.
Continuamos a correr atrás do dinheiro,
E a menosprezar o que realmente importa.
Já não somos o povo que éramos, verdadeiro!
Somos miséria num luxo que não se comporta.
O valor do salário cada vez mais parece o petróleo,
Quanto mais o petróleo baixa, mais aumenta o imposto.
Mantém-se esta flutuação para lixar o Zé Povinho,
Que não tem outra escolha senão aceitar.
Ainda assim andamos com os gadgets da ultima moda,
Nem que para isso tenhamos de, como um rato, correr na roda...
Girar o motor do capitalismo e mostrar,
Que também eu na vida estou a vingar...
Mas o que estou é mesmo a negar a minha essência,
Os valores que me foram incutidos e acarinhados.
O que quero mesmo do capitalismo é a sua ausência,
E ver os valores de antigamente restaurados.
Talvez seja mesmo eu que nego a existência da injustiça no antigamente...
Apesar das inúmeras provas de era essa a realidade.
Mas também era época da honra e do sentimento de altruísmo presente,
E que importava o sentimento de uma humanidade.
Em que o justo ao menos poderia enfrentar o mal,
Levantar aço temperado e bradar o sentimento que lhe dá ímpeto...
Já hoje, não há forma de o fazer e se o conseguissem fazer seria algo anormal.
Pois nada somos mais que um rebanho em caminho estreito.
domingo, 23 de outubro de 2016
São as gotas de água que colidem no tecto,
Que me avisam do tempo e das mudanças que sofremos...
Quando ainda há pouco tempo o sol estava forte,
E num piscar de olhos mudou-se a minha sorte.
Pedra ante pedra vou levantando os muros...
Ignoro a chuva e os relâmpagos.
E pouco a pouco fico com o coração duro,
Num pensamento constante preso no passado...
Digo no passado mas o passado vive-se no presente,
Somos o que escolhemos carregar connosco do passado...
E é por isto que nossa alma se sente ausente...
Quando esse permanece como não devia... inalterado!
Que me avisam do tempo e das mudanças que sofremos...
Quando ainda há pouco tempo o sol estava forte,
E num piscar de olhos mudou-se a minha sorte.
Pedra ante pedra vou levantando os muros...
Ignoro a chuva e os relâmpagos.
E pouco a pouco fico com o coração duro,
Num pensamento constante preso no passado...
Digo no passado mas o passado vive-se no presente,
Somos o que escolhemos carregar connosco do passado...
E é por isto que nossa alma se sente ausente...
Quando esse permanece como não devia... inalterado!
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