quarta-feira, 23 de abril de 2014

Poderia mudar o caminho,
Curvar acentuadamente e fugir...
Mas para que mudar isto sozinho...
Quando o que quero é ir ter contigo e sentir.

O tempo que sempre foi volátil e inconstante,
É tortura que se insere pouco a pouco...
E neste alma que já foi deambulante,
De tanto gritar amor fiquei rouco.

Ainda agora me agarro ao peito,
Quando falas devagar na minha direcção.
E quantas vezes fiquei eu sem jeito...
Por não saber lidar com esta sensação?

Podes pensar o que quiseres do passado,
Mas nunca vai deixar de o ser...
Certo é que foi ele que me deixou alterado,
Por em ti, meu reflexo conseguir ver.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Sleepless nights....

Mais uma noite em que os sonhos foram tão fortes que me inibiram o descanso... em que as voltas que dei na cama a enrolar-me no edredon me pareceram um remoinho interminável à procura do calor que sentia no sonho, mas que não estava na minha cama... e assim se acumula o soninho, tão depressa desconsiderado pela tua possível presença no mesmo espaço que eu, pelo encontro antecipado nesta ansiedade que mais parece um nó de gravata, cada vez mais apertado, cada vez com menos espaço para respirar...
Mais uma vez me quedei a imaginar como seria percorrer a tua pele outra vez, sentir o teu cheiro perfumado que te caracteriza, ou o toque quente dos teus lábios nos meus... mais uma vez... acordei num salto ansioso que o dia chegasse... que te pudesse ver inesperadamente ou propositadamente.
E tudo isto se passa numa eternidade de fotografias e suspiros, mas apenas em segundos aqui dentro que se prolongam pela noite fora... por falar em noite fora e falta de sono... muito desejo e um beijo.

terça-feira, 8 de abril de 2014

Semeaste em mim,
Em jeito sem querer
Uma insatisfação...
Um sempre querer,
Uma emoção...

E passou-se tanto tempo,
Correu tanta água...
Ainda tenho teu alento,
Neste corpo frágil.

E no momento de sair,
Recordo-me de ti...
Com medo de partir,
Lembro de quando te vi.

Como me mostraste outro eu,
Em situações tão peculiares...
Nunca me senti teu,
Nenhuma vez senti me amares.

Mas o que é o amor com retribuição?
Um jardim florado, um conto de fadas...
Amor que amor verdadeiro é complicação,
E bifurcações com muitas estradas.

domingo, 30 de março de 2014

Não me quero rever em ninguém,
Nem esconder quem sou... porém,
Não te quero assustar, nem mentir...
E quanto ao sentir... quero fazer-te rir!
Quero criar sorrisos sinceros,
Em momentos intimos, se preferes.
Quero que me agarres a mão na rua,
Mas inesperadamente como se fosse tua.
Gostava de sem saber te ver chegar,
Surpreenderes-me com um beijo devagar.
E num piscar de olhos arrebatares meu peito,
Sim, o que se esconde aqui quase sem jeito,
Cada vez que te ve chegar...
De tão escondido alterna para do peito saltar...
Pois esse olhar que só tu trazes,
Perdido nas atitudes difusas que fazes...
Faz minha pele arrepiar, como se me penetrasse.
E dentro da minha alma se completasse.
Este pequeno tremer de emoção,
É apenas o incómodo de sensação.
Um evitar de mágoa e dor,
Que se resguarda atrás de um muro sem cor.
Será que se torna mesmo um medo de viver...?
De me entregar e do teu amor colher?

quinta-feira, 27 de março de 2014



Ignoraste o meu desejo,
E mudaste tudo o que podias...
Pois perdido em teu beijo,
Estava esse orgulho que escondias.

A sala está diferente da configuração original,
Não reconheço o tacto das coisas que me rodeiam...
E tudo me parece verdadeiramente mal.
Quando todas estas sensações querem sair e anseiam.

Já correu tanto tempo nesta vida que levamos...
E de nada serve olhar para ti e não sorrir...
Já nem sei bem acerca do que escrever,
Mas a vontade é grande de sentir...
É maior a necessidade de te ver viver,
Apesar de viver ser muitas vezes fugir.

Como tudo na vida, podemos muitas vezes olhar para o chão...
Mãos nos bolsos e olhos na calçada à espera de algo que mude tudo...
Como se algo que encontrássemos, nos trouxesse paz.
Agora que já entendi maior parte das coisas que posso simplesmente aceitar...
Nada é igual e o tempo mudou tudo... até eu sou diferente e não mudo.
Na retrospectiva de quem fui... e de tudo o que tem vindo a mudar.
Não vejo acções más ou perspectivas egoistas que afastariam aqueles que amo...
Mas vejo atitudes que não se conjugam, vejo pontos de vista dispares de quem sinto que sou.
Fruto das perspectivas que tentei assumir...
Noutras almas que se preferiam reflectir assim...

domingo, 23 de março de 2014

Corres num prado verdejante,
Cosmos que te mira de cima.
E assim entras de rompante,
Num coração que muito estima.

Em puro contraste com o verde,
E os braços caidos a teu lado.
Neste sentimento que já cede,
É contigo que quero sentir o fado.

É condição para abraçar.
Numa página que já foi branca.
É imperativo com força te agarrar,
Para entenderes que a sensação é franca!

Mas o tempo apenas mostra um sentido.
No passado já ninguém vive.
E o futuro passa depressa, corrido...
Quando penso no que já tive.

Mas de que vale ter ou deixar de ter?
Não é assim que vemos o que precisamos...
E por muito que o queiramos esconder,
Temos de ser verdadeiros com quem amamos.

Hoje, já não te procuro...
Sei que um dia hás-de me encontrar.
Posso até ser um pouco duro...
Mas aprendi a por ti esperar.

De que vale entregar-nos a alguém?
Quando desconfiamos que não vai resultar...
Passa o tempo e depressa porém...
Chega-se à conclusão, que não basta amar.

sábado, 22 de março de 2014

Sabes que essas datas assombram-me?
Que recordar a ultima vez que contigo estive...
Me amedronta e arrepia?
Pois é esta vida que se vive,
E com quem estive, só eu poderei saber...
Mas a quem me entreguei...
E com quem realmente privei,
Nas formas mais puras de interacção...
Vive ainda intensamente neste coração.

I feel the ropes of the ship tightening as the wind picks up... The boards crank and moan as if they had something to say, As the silence ar...