Já olhei para trás demasiadas vezes e numa dessas senti o calor do teu olhar a trespassar-me e a seguir caminho como que culpabilizando o facto de estar mais adiante de ti ou do que tu foste para mim...
Hoje ao andar deixo os braços penderem e as mãos sentirem as searas que embelezam estas paragens com o azul celeste a contrastar com o mar ao longe... mirando a porta de casa lá bem ao fundo deste campo semeado e cuidado por mim vejo a alegria dos meus olhos... os grilhões que não me permitem ser o que sempre senti ser... o marinheiro intrépido que fustiga as sereias e faz pouco das tempestades, dobrando cabos e tormentas como se de uma vara se tratasse... mas estes grilhões impedem-me de seguir o meu destino e quase que me levam a abraçar o que se espera de mim... este destino vil e cruel que me afasta do elemento que me faz inteiro, completo... Temos carne, água e cereais numa pequena horta que mantemos, mas carrego também este vazio dentro de mim, esta constante idealização da felicidade ao ouvir as vagas a baterem no casco do navio... num vislumbre de terra ao longe ou de um grito alegre lá de cima da gávea.... acho que no meu sangue corre mesmo é água salgada.
Ao chegar a noite, suave e doce confidente... apago as velas da casa e o óleo de baleia no candeeiro que illumina a entrada. Encosto a porta levemente e arranco para o meu pouso um pouco acima do monte de onde consigo perscrutar toda a baía onde se ancoram os navios que anseio, onde a vida que sinto que deveria viver se desenrola numa épica batalha interior... sou pouco do que deveria ser... sou vislumbre assumido e chefe de familia a quem não há-de faltar nada... mas sinto, dentro de mim que não cumpro as expectativas sem ser as que as mulheres da casa têem. Sou fraco... em não viver o destino assumido pela minha alma e sim em viver o destino aceite pelo meu corpo e sensação do correcto. Que fraqueza e que força, a que me impede de viver o que sinto ser certo e a que me impõe presença nas pessoas que me amam...
Serei alguma vez completo?
segunda-feira, 8 de maio de 2017
Haelos - Pray
The way one reads another...
The stare in the sky knowing what the other is feeling.
The shiver in my back and neck...
Just another way to say what I feel without saying it at all...
The cold breeze that lets you know the weather is changing is a sign.
A sign of ever changing times and feelings.
Could one thing remain eternal?
Or are we the product of lost desires and expectations always thriving to feel what we once felt?
Never coming to the absolute beauty of perfection and accomplishment...?
We are what we choose to be and learning from each situation makes us better as each day passes... for those we feel this way surely...
segunda-feira, 24 de outubro de 2016
A injustiça continua a ser uma imagem presente na minha vida,
O passar dos dias trás uma sensação exponencial de desespero...terrores!
Instala-se de forma segura nesta sociedade falsa e ressentida,
E corrói os alicerces da moral e da educação, os sentimentos e os valores.
Há sempre aqueles que vingam em tal sociedade,
Pela primeira boa impressão, cara de sérios ou por se mostrarem prestáveis.
Não é bom saber que não há valor na experiência ou na idade,
E que não há sequer avaliação no trabalho mas sim em horas extra saudáveis.
Continuamos a correr atrás do dinheiro,
E a menosprezar o que realmente importa.
Já não somos o povo que éramos, verdadeiro!
Somos miséria num luxo que não se comporta.
O valor do salário cada vez mais parece o petróleo,
Quanto mais o petróleo baixa, mais aumenta o imposto.
Mantém-se esta flutuação para lixar o Zé Povinho,
Que não tem outra escolha senão aceitar.
Ainda assim andamos com os gadgets da ultima moda,
Nem que para isso tenhamos de, como um rato, correr na roda...
Girar o motor do capitalismo e mostrar,
Que também eu na vida estou a vingar...
Mas o que estou é mesmo a negar a minha essência,
Os valores que me foram incutidos e acarinhados.
O que quero mesmo do capitalismo é a sua ausência,
E ver os valores de antigamente restaurados.
Talvez seja mesmo eu que nego a existência da injustiça no antigamente...
Apesar das inúmeras provas de era essa a realidade.
Mas também era época da honra e do sentimento de altruísmo presente,
E que importava o sentimento de uma humanidade.
Em que o justo ao menos poderia enfrentar o mal,
Levantar aço temperado e bradar o sentimento que lhe dá ímpeto...
Já hoje, não há forma de o fazer e se o conseguissem fazer seria algo anormal.
Pois nada somos mais que um rebanho em caminho estreito.
O passar dos dias trás uma sensação exponencial de desespero...terrores!
Instala-se de forma segura nesta sociedade falsa e ressentida,
E corrói os alicerces da moral e da educação, os sentimentos e os valores.
Há sempre aqueles que vingam em tal sociedade,
Pela primeira boa impressão, cara de sérios ou por se mostrarem prestáveis.
Não é bom saber que não há valor na experiência ou na idade,
E que não há sequer avaliação no trabalho mas sim em horas extra saudáveis.
Continuamos a correr atrás do dinheiro,
E a menosprezar o que realmente importa.
Já não somos o povo que éramos, verdadeiro!
Somos miséria num luxo que não se comporta.
O valor do salário cada vez mais parece o petróleo,
Quanto mais o petróleo baixa, mais aumenta o imposto.
Mantém-se esta flutuação para lixar o Zé Povinho,
Que não tem outra escolha senão aceitar.
Ainda assim andamos com os gadgets da ultima moda,
Nem que para isso tenhamos de, como um rato, correr na roda...
Girar o motor do capitalismo e mostrar,
Que também eu na vida estou a vingar...
Mas o que estou é mesmo a negar a minha essência,
Os valores que me foram incutidos e acarinhados.
O que quero mesmo do capitalismo é a sua ausência,
E ver os valores de antigamente restaurados.
Talvez seja mesmo eu que nego a existência da injustiça no antigamente...
Apesar das inúmeras provas de era essa a realidade.
Mas também era época da honra e do sentimento de altruísmo presente,
E que importava o sentimento de uma humanidade.
Em que o justo ao menos poderia enfrentar o mal,
Levantar aço temperado e bradar o sentimento que lhe dá ímpeto...
Já hoje, não há forma de o fazer e se o conseguissem fazer seria algo anormal.
Pois nada somos mais que um rebanho em caminho estreito.
domingo, 23 de outubro de 2016
São as gotas de água que colidem no tecto,
Que me avisam do tempo e das mudanças que sofremos...
Quando ainda há pouco tempo o sol estava forte,
E num piscar de olhos mudou-se a minha sorte.
Pedra ante pedra vou levantando os muros...
Ignoro a chuva e os relâmpagos.
E pouco a pouco fico com o coração duro,
Num pensamento constante preso no passado...
Digo no passado mas o passado vive-se no presente,
Somos o que escolhemos carregar connosco do passado...
E é por isto que nossa alma se sente ausente...
Quando esse permanece como não devia... inalterado!
Que me avisam do tempo e das mudanças que sofremos...
Quando ainda há pouco tempo o sol estava forte,
E num piscar de olhos mudou-se a minha sorte.
Pedra ante pedra vou levantando os muros...
Ignoro a chuva e os relâmpagos.
E pouco a pouco fico com o coração duro,
Num pensamento constante preso no passado...
Digo no passado mas o passado vive-se no presente,
Somos o que escolhemos carregar connosco do passado...
E é por isto que nossa alma se sente ausente...
Quando esse permanece como não devia... inalterado!
sexta-feira, 17 de junho de 2016
Deambulo em ti.
Longe de tudo o que interessa...
Fecho os olhos para ver,
O que já foi e o que está para acontecer.
Ambos estamos infligidos
De cicatrizes de amores profundos.
Contudo recorremos ao passado,
Ao que cada um de nós já sentiu...
Para antecipar o futuro,
E condenar esta nova criação.
Somos almas velhas em corpos suaves...
Amantes dedicados em toque de veludo,
Entregues em grande parte... contudo,
Acho que todos nós nesta altura,
Procuramos mais que o conforto de um abraço,
Mais que um coito perfeito,
Ou um beijo inesperado e sem jeito.
Procuramos alguém que nos queira aceitar,
Sem máscaras, sem filtros, com defeitos...
Com a inevitabilidade da vida a improvisar,
O que já fora antes encontros perfeitos.
E com essa compreensão a planta regar,
E querer apenas assim e de nenhum outro jeito,
Adiar esse beijo que há para dar...
Mas eu sou um errante incomum,
Que nunca verdadeiramente conheceu o imprevisto...
Sou fraco de vontade e homem de metade,
Mas sei que a vida é apenas uma e que existo!
Talvez seja essa a razão da falta de procura da paternidade,
Medo de sentir a fuga da possibilidade de irresponsabilidade.
Colho frutos dessas acções todos os dias,
Mas não fosse eu quem sou e não sentias.
Olho para a vida de um modo simples e com poucas ambições,
A passar tempo na praia (ainda não se paga) com as nossas criações.
Pois é aí que reside para mim a riqueza e onde eu perco,
E onde encontro este espaço em que me cerco.
Da continua passagem do tempo,
Da importância do carinho e da passagem do testemunho.
Daquele abraço com o suspiro profundo.
Oh como a vida é feita de doces pecados,
De retratos recortados,
Que tentamos dar lógica.
Como é que o desejo e vontade,
Acordou a minha outra metade?
quinta-feira, 16 de junho de 2016
terça-feira, 7 de junho de 2016
Hoje acordei com uma sensação diferente.
Foi uma sensação que me obrigou a ficar mais tempo com a cara na almofada apesar de já não dormir mais... a pensar, a digerir as palavras que foram ditas, as expectativas que foram gentilmente criadas e o curso de acontecimentos que se vão originar daqui em diante.
Não vou negar a ansiedade ou o nervosismo mas também não vou combater aquilo que sinto que quero fazer...
Todos os dias antecipamos confusões e problemas, discussões e dilemas, apenas para não darmos importância ao que é mesmo importante. Prendemo-nos com o que é esperado e ficamos nesse registo, sem nunca pensar no que será o melhor para nós e seguindo a tendência natural de entrosamento social.
Somos todos filhos do imprevisto e da decisão espontânea Somos todos elementos sensoriais que procuramos o conforto num especifico ombro ou abraço. E que é um de nós apenas? Uma metade procurando a sua outra metade... uma vida lutando pelo melhor percurso possível no seu ponto de vista, tomando as decisões que considera ser as melhores e nem sempre as mais fáceis como os outros podem pensar...
Da nossa vida, podemos esperar apenas apoio daqueles que de nós gostam, mesmo que por vezes essas pessoas que tanto amamos não o saibam demonstrar, decisões difíceis todos os dias, tristeza e morte esporádicas e uma pessoa que entenda o nosso ponto de vista, que consiga sorrir mesmo quando é para chorar, que não largue o abraço que já dura há demasiado tempo mas onde as lágrimas não pararam ainda de cair.
E quando chega essa pessoa... tudo se torna mais suportável porque os momentos de alegria, mesmo que compassados e afastados conseguem equilibrar a balança do destino, das probabilidades astronómicas de felicidade.
Vamos olhar para a frente e mesmo que tenhamos de caminhar para trás, o caminho que depois começar-mos será novo e despido de todo o pó levantado que não nos deixava enxergar o destino.
Foi uma sensação que me obrigou a ficar mais tempo com a cara na almofada apesar de já não dormir mais... a pensar, a digerir as palavras que foram ditas, as expectativas que foram gentilmente criadas e o curso de acontecimentos que se vão originar daqui em diante.
Não vou negar a ansiedade ou o nervosismo mas também não vou combater aquilo que sinto que quero fazer...
Todos os dias antecipamos confusões e problemas, discussões e dilemas, apenas para não darmos importância ao que é mesmo importante. Prendemo-nos com o que é esperado e ficamos nesse registo, sem nunca pensar no que será o melhor para nós e seguindo a tendência natural de entrosamento social.
Somos todos filhos do imprevisto e da decisão espontânea Somos todos elementos sensoriais que procuramos o conforto num especifico ombro ou abraço. E que é um de nós apenas? Uma metade procurando a sua outra metade... uma vida lutando pelo melhor percurso possível no seu ponto de vista, tomando as decisões que considera ser as melhores e nem sempre as mais fáceis como os outros podem pensar...
Da nossa vida, podemos esperar apenas apoio daqueles que de nós gostam, mesmo que por vezes essas pessoas que tanto amamos não o saibam demonstrar, decisões difíceis todos os dias, tristeza e morte esporádicas e uma pessoa que entenda o nosso ponto de vista, que consiga sorrir mesmo quando é para chorar, que não largue o abraço que já dura há demasiado tempo mas onde as lágrimas não pararam ainda de cair.
E quando chega essa pessoa... tudo se torna mais suportável porque os momentos de alegria, mesmo que compassados e afastados conseguem equilibrar a balança do destino, das probabilidades astronómicas de felicidade.
Vamos olhar para a frente e mesmo que tenhamos de caminhar para trás, o caminho que depois começar-mos será novo e despido de todo o pó levantado que não nos deixava enxergar o destino.
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I feel the ropes of the ship tightening as the wind picks up... The boards crank and moan as if they had something to say, As the silence ar...
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Have I told you how much I love having you with me? Or how beautiful is the rain when it touches the sea? Could it perhaps be compared to a ...
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