Senti a cama a mexer ontem à noite...
No sonho entraste num abraço forte.
Mas foste à cozinha beber leite...
Desejei a mim próprio melhor sorte.
Nesse abraço que me aqueceu, que senti...
Houve uma emoção especial.
Algo que não sabia onde estava, que perdi...
Mas que soube tão bem, tão natural.
Foram fechando sem eu querer,
Pois quero mesmo dormir no teu espaço...
E ainda me hás de um dia ver,
A lutar contra o sonho, é o que melhor faço!
Voltaste seguramente na cama a entrar,
Deves ter demorado que trazias teu corpo gelado...
Timidamente não me vieste abraçar...
Fui eu que me voltei para o abraço apertado.
Provavelmente deixaste-te dormir no sofá...
A ver um documentário qualquer do Panamá.
Ou então nem chegaste a sair daqui de ao pé de mim,
E dormimos aconchegados nesse abraço sem fim.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
quarta-feira, 28 de janeiro de 2015
Entre o sono e o sonho... versão 2
Os pensamentos arrastam-se,
Num cansaço que conquista...
Os movimentos atrasam-se,
Na corrida com a vista...
Cai a chávena, cai o café...
Em camara lenta até ao chão,
E eu a ver em direcção ao meu pé...
Mas não mexi nem o dedão.
E hoje os turnos continuam...
Faz-me falta o sono que descansa,
E estes turnos a que me obrigam...
Colocam a sanidade na balança.
Ao conduzir sinto-me a planar,
Mas tenho de ir para o trabalho...
Tento não fechar os olhos ou parar,
Pois tenho de provar o que valho.
Como poderia eu ouvir,
O doce som da chuva a cair...?
Os pneus a derraparem,
Ou a chapa do carro na minha direcção a vir?
Tudo em camara lenta...
Como nos filmes de animação.
Vamos ver se aguenta,
Este frágil coração.
Num cansaço que conquista...
Os movimentos atrasam-se,
Na corrida com a vista...
Cai a chávena, cai o café...
Em camara lenta até ao chão,
E eu a ver em direcção ao meu pé...
Mas não mexi nem o dedão.
E hoje os turnos continuam...
Faz-me falta o sono que descansa,
E estes turnos a que me obrigam...
Colocam a sanidade na balança.
Ao conduzir sinto-me a planar,
Mas tenho de ir para o trabalho...
Tento não fechar os olhos ou parar,
Pois tenho de provar o que valho.
Como poderia eu ouvir,
O doce som da chuva a cair...?
Os pneus a derraparem,
Ou a chapa do carro na minha direcção a vir?
Tudo em camara lenta...
Como nos filmes de animação.
Vamos ver se aguenta,
Este frágil coração.
Entre o sono e o sonho...? Versão 1
Já nem sei bem...
Se tudo isto acabou.
Deixa-me ficar aqui sem,
O minimo ruido, pois assim estou...
Já não ouço ameaças,
Nem o vento a zumbir nos ouvidos...
Eram enormes traças,
Doutros mundos perdidos....
Talvez nada fossem,
Pois apenas sinto os lençóis em mim...
As recordações trazem,
Pesadelos à realidade assim.
Mas tantas vezes que o sonho,
Me acorda com sorrisos...
Eu é que já não imponho,
Os mesmos sonhos precisos.
Abro os olhos bem devagarinho,
A preparar-me para o mundo real...
Vou assim sair da cama de fininho,
E esquecer o pesadelo brutal.
Pois essa fronteira é cada vez mais dificil de ver,
Nesta mente que sempre divaga...
Já não sei se deva voltar para a cama ou me esconder...
Pois ao ver a traça perdi a minha calma.
Se tudo isto acabou.
Deixa-me ficar aqui sem,
O minimo ruido, pois assim estou...
Já não ouço ameaças,
Nem o vento a zumbir nos ouvidos...
Eram enormes traças,
Doutros mundos perdidos....
Talvez nada fossem,
Pois apenas sinto os lençóis em mim...
As recordações trazem,
Pesadelos à realidade assim.
Mas tantas vezes que o sonho,
Me acorda com sorrisos...
Eu é que já não imponho,
Os mesmos sonhos precisos.
Abro os olhos bem devagarinho,
A preparar-me para o mundo real...
Vou assim sair da cama de fininho,
E esquecer o pesadelo brutal.
Pois essa fronteira é cada vez mais dificil de ver,
Nesta mente que sempre divaga...
Já não sei se deva voltar para a cama ou me esconder...
Pois ao ver a traça perdi a minha calma.
domingo, 25 de janeiro de 2015
Há em todos momentos mais pessoais,
Pequenos ou grandes segredos escondidos...
Ou a pergunta latente "Onde vais?"
Infiltrada e espalhada em pensamentos perdidos...
Ninguém quer na realidade conhecer ninguém...
E essa treta do realmente querer...
É algo hipócrita e falso também,
Ou não estaria eu a escrever.
O que pensamos da pessoa é realmente,
O nosso mundo e no que acreditamos...
Mas quando conhecemos um pouco mais da gente...
É que compreendemos, é que nos revelamos...
Porque na intimidade conhecemos...?
Achamos que sabemos de tudo e presumimos...
Depois de muito descobrir é que vemos...
O quanto desconhecemos onde investimos.
Já não acho que é coisa menos boa...
Não conhecer nem na realidade saber...
É como chegar e olhar pela primeira vez Lisboa,
Desde que não seja para escolher casa e viver.
Uma surpresa em cada esquina,
Com que podemos aprender...
Um sorriso que confirma,
Que isto inesperado é que é viver.
Que o quente no meu peito,
Aquece tudo à minha volta...
E que não vem só do nosso leito...
Mas que nos rodeia e nos solta.
Que os sorrisos não precisam de expectativa,
Que os abraços vêm naturais e por si só...
E que as surpresas são de ordem colectiva,
Independente de onde ou para onde vou...
Cada dia começamos a desenhar,
Planos futuros que se deixam a pairar e vaguear...
Apenas para no final do dia,
Rasgar tudo até ao próximo bom dia!
Mas acordamos sempre com vontade,
De começar a desenhar e planear...
Como é bom olhar para ti minha metade,
E saber que desejamos o mesmo para começar, viajar...
Pequenos ou grandes segredos escondidos...
Ou a pergunta latente "Onde vais?"
Infiltrada e espalhada em pensamentos perdidos...
Ninguém quer na realidade conhecer ninguém...
E essa treta do realmente querer...
É algo hipócrita e falso também,
Ou não estaria eu a escrever.
O que pensamos da pessoa é realmente,
O nosso mundo e no que acreditamos...
Mas quando conhecemos um pouco mais da gente...
É que compreendemos, é que nos revelamos...
Porque na intimidade conhecemos...?
Achamos que sabemos de tudo e presumimos...
Depois de muito descobrir é que vemos...
O quanto desconhecemos onde investimos.
Já não acho que é coisa menos boa...
Não conhecer nem na realidade saber...
É como chegar e olhar pela primeira vez Lisboa,
Desde que não seja para escolher casa e viver.
Uma surpresa em cada esquina,
Com que podemos aprender...
Um sorriso que confirma,
Que isto inesperado é que é viver.
Que o quente no meu peito,
Aquece tudo à minha volta...
E que não vem só do nosso leito...
Mas que nos rodeia e nos solta.
Que os sorrisos não precisam de expectativa,
Que os abraços vêm naturais e por si só...
E que as surpresas são de ordem colectiva,
Independente de onde ou para onde vou...
Cada dia começamos a desenhar,
Planos futuros que se deixam a pairar e vaguear...
Apenas para no final do dia,
Rasgar tudo até ao próximo bom dia!
Mas acordamos sempre com vontade,
De começar a desenhar e planear...
Como é bom olhar para ti minha metade,
E saber que desejamos o mesmo para começar, viajar...
Mais uma alvorada repentina,
Ao som do despertador...
Já chegava desta rotina,
Que me cansa o motor.
Mas eis que vem o sol,
Na sua graça e vida...
Escondo-me no lençol,
A evitar minha partida.
Posso fechar os olhos,
Posso até fechar a persiana...
Mas os pensamentos vem aos molhos,
E a mente a faltar não é leviana.
Por muito que não queira pensar,
Veem os colegas e o que acho de mim...
E então é sempre com pesar,
Que acabo por me levantar enfim.
Só mais um dia para terminar,
A provação que me impuseram...
As folgas estão a chegar,
E as actividades que nelas imperam...
Ao som do despertador...
Já chegava desta rotina,
Que me cansa o motor.
Mas eis que vem o sol,
Na sua graça e vida...
Escondo-me no lençol,
A evitar minha partida.
Posso fechar os olhos,
Posso até fechar a persiana...
Mas os pensamentos vem aos molhos,
E a mente a faltar não é leviana.
Por muito que não queira pensar,
Veem os colegas e o que acho de mim...
E então é sempre com pesar,
Que acabo por me levantar enfim.
Só mais um dia para terminar,
A provação que me impuseram...
As folgas estão a chegar,
E as actividades que nelas imperam...
sábado, 24 de janeiro de 2015
É sempre de mares revoltos que se lembra o marinheiro...
Raras, se algumas as há, são as memórias de calmo mar e bonança...
Mas das tempestades que varreram o navio, ou a que afundou o primeiro...
Essas sim, ninguém esquece... onde se abandonou a esperança.
Quando os barris galopavam pelo convés do navio,
E as velas gritavam com o vento a rasgá-las...
De como tudo ficou silencioso e vazio,
Ou do quanto corremos para apanhá-las.
De quando vimos o brilho dos olhos das sereias,
A convidarem-nos para as profundezas...
Estávamos também rodeados de baleias,
E prometeram-nos muitas riquezas.
Mas com doces tesouros em casa,
Fortes marinheiros com vontade de ferro...
Manifestam com um valente berro,
Onde é mesmo o seu lugar e recusam.
Pois mesmo sem debaixo de água respirar...
Um marinheiro conhece sua casa e lhe chama de mar.
Mas sem a familia que em terra deixou,
Nunca seria completo, nunca seria quem sou...
Raras, se algumas as há, são as memórias de calmo mar e bonança...
Mas das tempestades que varreram o navio, ou a que afundou o primeiro...
Essas sim, ninguém esquece... onde se abandonou a esperança.
Quando os barris galopavam pelo convés do navio,
E as velas gritavam com o vento a rasgá-las...
De como tudo ficou silencioso e vazio,
Ou do quanto corremos para apanhá-las.
De quando vimos o brilho dos olhos das sereias,
A convidarem-nos para as profundezas...
Estávamos também rodeados de baleias,
E prometeram-nos muitas riquezas.
Mas com doces tesouros em casa,
Fortes marinheiros com vontade de ferro...
Manifestam com um valente berro,
Onde é mesmo o seu lugar e recusam.
Pois mesmo sem debaixo de água respirar...
Um marinheiro conhece sua casa e lhe chama de mar.
Mas sem a familia que em terra deixou,
Nunca seria completo, nunca seria quem sou...
sexta-feira, 23 de janeiro de 2015
Oh como ambiciono esse virar de página,
Que me pesa todo o processo de ausência...
Tudo me parece já na vida uma sátira...
Menos o teu calor, a tua permanência...
E como tenho medo de um dia sucumbir...
Nos nossos planos e perder a vontade de rir...
Sei que por mim esperas e é o que tens feito...
Na nossa partida assim rápida e sem jeito...
Claro que sair não é fugir,
É apenas a procura da verdadeira despreocupação de sorrir...
E de que melhor maneira de ir embora?
Que com a pessoa que mais adora...
Vou deixar tanta coisa para trás...
Mas isso é pouco importante!
O que não quero é que tu vás...
E que eu me perca no entretanto...
Realmente... que mais posso eu querer...?
Uma vida verdadeira ou uma forma de crescer?
Olho à minha volta e ninguém tem outra solução...
Ninguém tem dinheiro, e para que ambição?
Existem formas de mais dinheiro ganhar...
Mas terei eu de investir em aldrabar, mentir ou roubar?
As crianças vão pouco a pouco crescendo,
E eu que não tenho nenhuma, contemplo...
Com arroz, batatas e peixe sobrevivendo...
Mas sou eu que me queixo da falta de tempo.
Pois como podem elas saber...
O quanto nos custa o dinheiro ter...
Todos os dias faço contas à vida,
E todos os dias vejo que não dá...
É uma vida mental dificil e sofrida,
Noutro país também assim será?
Ou longe de tudo o que sei...
Sem luxos viverei...?
Possivelmente não gasto tanto papel,
Mas aqui já não janto fora há 4 meses...
Ganha mas é juizo e contém-te Miguel,
Afinal... não emigras assim tantas vezes...
Só posso imaginar como é que os outros se conseguem safar...
Alguns mais velhos e conseguem arranjar trabalho e se desenmerdar...
Que me pesa todo o processo de ausência...
Tudo me parece já na vida uma sátira...
Menos o teu calor, a tua permanência...
E como tenho medo de um dia sucumbir...
Nos nossos planos e perder a vontade de rir...
Sei que por mim esperas e é o que tens feito...
Na nossa partida assim rápida e sem jeito...
Claro que sair não é fugir,
É apenas a procura da verdadeira despreocupação de sorrir...
E de que melhor maneira de ir embora?
Que com a pessoa que mais adora...
Vou deixar tanta coisa para trás...
Mas isso é pouco importante!
O que não quero é que tu vás...
E que eu me perca no entretanto...
Realmente... que mais posso eu querer...?
Uma vida verdadeira ou uma forma de crescer?
Olho à minha volta e ninguém tem outra solução...
Ninguém tem dinheiro, e para que ambição?
Existem formas de mais dinheiro ganhar...
Mas terei eu de investir em aldrabar, mentir ou roubar?
As crianças vão pouco a pouco crescendo,
E eu que não tenho nenhuma, contemplo...
Com arroz, batatas e peixe sobrevivendo...
Mas sou eu que me queixo da falta de tempo.
Pois como podem elas saber...
O quanto nos custa o dinheiro ter...
Todos os dias faço contas à vida,
E todos os dias vejo que não dá...
É uma vida mental dificil e sofrida,
Noutro país também assim será?
Ou longe de tudo o que sei...
Sem luxos viverei...?
Possivelmente não gasto tanto papel,
Mas aqui já não janto fora há 4 meses...
Ganha mas é juizo e contém-te Miguel,
Afinal... não emigras assim tantas vezes...
Só posso imaginar como é que os outros se conseguem safar...
Alguns mais velhos e conseguem arranjar trabalho e se desenmerdar...
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