sábado, 20 de setembro de 2014

Calm before the Storm

Ó tempestade que agitas meu navio,
De tanto oscilar a cera, apagou o pavio...
Iluminas em flash cada momento de destruição,
Com ruidos estridentes que me congelam o coração.
As madeiras rangem...
As ondas quebram...
Meus dedos tremem,
Quando os ruidos sossegam...
Será bonança que espreita na escuridão?
Ou maiores vagas se aproximam, nesse enorme turbilhão?

sábado, 30 de agosto de 2014

Trabalhar... em que ritmo e onde?

O céu estava descoberto...
Num dia menos normal,
E eu de peito aberto,
Desconsiderava o trivial.
Mas colhendo as memórias,
Que criámos e sentimos...
Vivemos as nossas histórias,
E neste olhar cumplice sorrimos.
Já sabemos que aí veem...
Os ventos da mudança constante.
Mas não sabendo o que teem,
Nesse percurso erratico e divagante...
Existe certo receio que se revela,
Como olhos escondidos em armários...
Que seja reflectido na minha vela,
Ou perdido nesses otários.
Que venha quem vier...
Mesmo que seja em gigantes tumultos,
Pois de que serve viver,
Se não se responder a insultos?
Somos gente de sangue vivo,
Que trabalha na labuta árdua...
E ganhamos o respeito no suor, não altivo.
Pois partimos de rasa tábua.
Mas que não vos sinta no meu caminho...
Pois não o fiz para vos encarar...
Sou doce gigante brandinho,
Mas não me vão querer ver a transformar.
E se em parte integrante de mim vos sentir,
Posso garantir que me vão ver de perto...
E resolverei assim,
Algo que sempre deveria ter sido certo...

domingo, 17 de agosto de 2014

Já passa do meio do verão...
E mesmo assim o calor não regride...
Custa-me sentir esta sensação...
Dos kms que não me permite.

Alcatrão envenenado,
Que me afastas e consomes...
Aqui permaneço alterado...
Uma sombra do que fomos...

Mas que melhor invenção,
Se é que existe, que a memória?
Onde seguro momento em emoção,
E pormenores recorrentes de história.

Nada poderá suplantar,
Essa memória que ficou gravada...
Desde que não se possa olvidar,
A luz da alvorada...

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Os segundos arrastam-se como em tantas coisas que não temos vontade de fazer...
A disposição não melhora, talvez por te procurar em cada virar de cara, em cada sala preenchida...
O aperto comprime-me a capacidade de tomar ar, mas a vontade é ir ter contigo a correr...
E nesta temperatura doida ao sol, não consigo ver a minha vontade concedida...

Tão perto mas no entanto, tão longe... não te vejo, mas sinto-te todas as noites que os olhos fecho,
Quando cerro as portas do sentido da visão... parece que se abrem outras vias... as do...
E continuo a amaldiçoar os minutos, as horas, a noite, os dias... troco tudo por um beijo!
Pois não quero nunca resignar-me a esta distância, a não ter teu beijo ou a tal ficar habituado...

A casa essa já nem se reconhece... no caos organizado em que se encontra...
Perco vontade de tudo fazer numa displacência que não reconheço em mim...
Até o giga reclama comigo em forma que me surpreende e confronta,
Serei eu que tenho de encontrar a coragem de mudar por fim?

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Antecipando a bonança,
Atravesso a borrasca...
Continua a esperança,
No marinheiro que se enfrasca.

Timoneiro de parca fé,
Contra ondas de tremelga...
Mal se aguenta em pé,
Mas seu espirito não verga.

As vagas amontoam-se,
Na proa que mal se vê...
Quando marinheiros afogam-se,
Ninguém sabe bem porquê.

No bater que se pensava...
Cujo casco não aguentava...
Há um ritmo que se impõem,
Do passado que já foi...

Agora levanto a cabeça...
E aguardo que a mesma esqueça.
Todas as vagas onde me perdi,
E tudo o que senti e vi.

No horizonte lá ao fundo,
Esconde-se um futuro incerto...
Mas também no mar profundo,
Que está aqui bem perto.

Sorrio num esgar confuso,
Sem saber para onde virar o leme...
Contra as vagas a proa abuso,
Neste corpo que nada teme.

E avanço em tua direcção...
Cavalgando este mar infinito.
Levo na proa meu coração,
Neste mar que já foi bonito.

terça-feira, 8 de julho de 2014

No vislumbre ténue de um final,
A epopeia recomeça num interlúdio...
E poderia nem parecer tão vil ou mal,
Mas tal sentimento permanece em repudio.

Um colher de sentidos,
Uma forma inesperada...
Em braços perdidos,
Esqueci minha amada.

Mas cheguei onde a deixei,
Num salto desconhecido...
E para sempre recordei,
Esse sentimento de perdido.

Nem fechar de olhos,
Nem fechar de alma...
Tenho amor aos molhos...
Mas não tenho calma.

E a pressa mata,
Numa ansiedade de calor...
Mas é preciso lata,
Para aguentar este fervor.


domingo, 6 de julho de 2014

Sabes que também és lido...?
Vezes e vezes repetidamente...
Tantas dessas sem sentido...
Em pensamento exigente.

A procura da mensagem,
Se é que a há em tudo...
Ou a fuga da coragem,
Que se esconde em grito mudo.

Ao menos que dê tema...
E que se fale acerca do que se pense.
Mas que não vingue como lema,
Neste mente que o cansaço vence.

Não caminhes noutra direcção,
Quando teu corpo te trai...
E volta para perto coração...
Fecha-o bem senão ele cai.

I feel the ropes of the ship tightening as the wind picks up... The boards crank and moan as if they had something to say, As the silence ar...