Em vésperas de viagem,
Contabilizo emoções reminiscentes...
A forma como as pessoas agem,
Em situações mais ou menos coerentes.
Percorremos milhas e quilometros,
Em aeronaves que carregamos de esperança...
De recordações vividas a fogos impostos,
Ou imagens que depressa nos alcançam...
Imaginamos desfechos improváveis,
Vá, talvez uns sejam mais palpáveis...
Mas esperamos sempre pelo melhor,
Visualizações com menos pudor.
Os itinerários mudam de hora para hora,
As expectativas volatilizam-se...
A companhia a melhor, muito embora...
Os medos agora materializam-se.
É a expectativa da viagem,
Que se materializa em receios...
Como o veneno da folhagem,
Colhendo os bichos dos seus enleios...
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Tudo o que dizemos,
De uma forma ou de outra...
Altera o que somos...
Interiorizamos as palavras,
E depois esquecemo-nos de nos esquecer,
E persistem até doer.
Muitas palavras nem sentidas foram,
Mas já foram ditas e ouvidas...
E mesmo palavras magoam!
Mas dizemos sem pensar,
Muitas vezes apenas nos saltam,
Mas seguramente que devagar matam...
De uma forma ou de outra...
Altera o que somos...
Interiorizamos as palavras,
E depois esquecemo-nos de nos esquecer,
E persistem até doer.
Muitas palavras nem sentidas foram,
Mas já foram ditas e ouvidas...
E mesmo palavras magoam!
Mas dizemos sem pensar,
Muitas vezes apenas nos saltam,
Mas seguramente que devagar matam...
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Por vezes preferia,
Que a vida fosse tal e qual...
Como palavras em papel...
Em letras corredias,
Contava as alegrias...
Que encerro neste quartel.
Mas que fossem palavras,
E que de palavras não passassem.
Pois não são palavras que nos fazem!
Não somos nada escrito...
Nem a carvão nem a tinta permanente,
Mas tudo o que é escrito,
Merece ser vivido com intensidade presente.
Que a vida fosse tal e qual...
Como palavras em papel...
Em letras corredias,
Contava as alegrias...
Que encerro neste quartel.
Mas que fossem palavras,
E que de palavras não passassem.
Pois não são palavras que nos fazem!
Não somos nada escrito...
Nem a carvão nem a tinta permanente,
Mas tudo o que é escrito,
Merece ser vivido com intensidade presente.
domingo, 25 de setembro de 2011
Rasga o retrato,
Já não vai fazer falta!
Pois tudo o que foi,
Ficou para trás...
E hoje em dia o que eu bem queria,
Era deixar só de pensar...
Dar o primeiro passo para a frente,
E o resto deixar andar...
Queima os pensamentos que persistem!
E deixa acabar as recordações efémeras...
Quando não dá para esconder sentimentos que existem,
E as relações nunca são eternas...
De que forma começas algo novo?
Bagagem carregada e bilhete comprado?
Ou continuas a pensar que andas solto...
Em modo sentimentalmente ocupado...
Já não vai fazer falta!
Pois tudo o que foi,
Ficou para trás...
E hoje em dia o que eu bem queria,
Era deixar só de pensar...
Dar o primeiro passo para a frente,
E o resto deixar andar...
Queima os pensamentos que persistem!
E deixa acabar as recordações efémeras...
Quando não dá para esconder sentimentos que existem,
E as relações nunca são eternas...
De que forma começas algo novo?
Bagagem carregada e bilhete comprado?
Ou continuas a pensar que andas solto...
Em modo sentimentalmente ocupado...
sábado, 24 de setembro de 2011
Já me revi em mil e uma frases e sentenças,
Já me identifiquei em situações extremas...
Mas nunca nenhuma contou tantas presenças...
Como o medo de prender este coração em algemas.
Os passos que dei até aqui chegar,
Alguns foram confiantes e maior parte decididos...
Fossem quais fossem, fizeram-me aqui desembarcar,
Quando na minha opinião, alguns se consideram perdidos.
Como disse, nem todos foram seguros...
Uns foram mais do que um pouco instáveis,
Outros foram bem imaturos...
Não me considero alguém sentimentalmente disponivel...
Nem tenho grandes ambições para que isso aconteça.
Prefiro algo que seguramente me dê a volta à cabeça...
Do que uma relação que rapidamente subirá de nivel!
E em vésperas de mudanças (não sentimentais),
Revejo esta minha atitude,
Que identifico muitas vezes em atrasados mentais.
Já me identifiquei em situações extremas...
Mas nunca nenhuma contou tantas presenças...
Como o medo de prender este coração em algemas.
Os passos que dei até aqui chegar,
Alguns foram confiantes e maior parte decididos...
Fossem quais fossem, fizeram-me aqui desembarcar,
Quando na minha opinião, alguns se consideram perdidos.
Como disse, nem todos foram seguros...
Uns foram mais do que um pouco instáveis,
Outros foram bem imaturos...
Não me considero alguém sentimentalmente disponivel...
Nem tenho grandes ambições para que isso aconteça.
Prefiro algo que seguramente me dê a volta à cabeça...
Do que uma relação que rapidamente subirá de nivel!
E em vésperas de mudanças (não sentimentais),
Revejo esta minha atitude,
Que identifico muitas vezes em atrasados mentais.
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Bom dia alvorada...
Mal fiz eu que não te vi nascer.
Mas parece que vieste pela calada...
Talvez propositadamente para não te ver.
Chegaste por fim...
Ambicionava já tua presença.
E mostraste novo dia em mim,
Limpaste a antiga doença.
Não me importa o tempo que trazes,
Se as nuvens te perseguem ou não...
Interessa sim o que me fazes,
Pois cada acção se manifesta em emoção.
Revelas-te em pouco tempo visivel,
E logo logo passas para manhã...
Dia sem ti, nem é exequível,
E se não te vejo, prefiro o amanhã.
Então ó alvorada desejada...
Nem com despertador acerto no teu revelar?
Dormirei a noite toda de pestana escancarada...
Pois esses segundos far-me-hão sonhar!
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Já raia novamente esse astro,
Que regula a ampulheta das horas...
E seria aqui como em Castro,
Celebrada nas muralhas de outrora.
Devo horas à cama...
Ninho que a minha falta sente.
Como os meus pés sentem alfama,
Essa estrada sempre presente...
Que tenciono recuperar,
Antes de me lançar nesse romance,
Para nunca mais voltar...
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