Acho realmente engraçado como a vida tem a audácia de nos dar um chuto no cú de vez em quando para nos lembrar das coisas que antes diziamos com tanta segurança (possivelmente apenas nós acreditávamos no que diziamos) e certeza... mesmo quando outras pessoas que na altura, importantes ou não, nos vinham dizer, acredita em mim... passa-se isto e isto e nós cegamente não queriamos ver...
Curioso... no minimo... mas mais engraçado é o sarcasmo que a vida tem que é inegável e bem visivel!
Ao mesmo tempo que escrevo isto começou a House of Cards dos Radiohead... escolha aleatória na minha selecção musical do dia de hoje... engraçado... como podemos construir um templo, uma casa com fundações (pensamos nós) fortes, para com um sopro tudo ser derrubado, para com uma mudança de direcção se desmoronar num ápice...
Houve poucas coisas que o meu Pai me ensinou no decorrer da (para mim) pouca interacção que tivémos... foi das mais importantes... ensinou-me a levantar. De queixo erguido e costas direitas, orgulhoso do caminho que fiz, da queda que dei, da aprendizagem que absorvi e entrosei, e consciente de todos os pontos até à própria queda.
Houve em tempos conselhos fornecidos por pessoas importantes aquando da minha partida para outros paises... toma cuidado... não te metas em sarilhos... afasta-te de situações melindrosas, mesmo que tenhas razão...e mete-te apenas na tua vida.... hoje em dia, prefiro pensar que cometi erros, que aprendi com eles, que cai inumeras vezes, mas que sempre voltei a ficar de pé...
Thanks Dad! :-)
domingo, 9 de setembro de 2012
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Deixei-te na cama...
E foi bem dificil de lá sair.
Depois de tão pouco tempo,
A tentar dormir em desespero.
Já sai daí há tanto tempo...
E anseio o regresso a esse conforto.
E depois de ver tantas pessoas,
Mais desejo o teu olhar, esse rosto.
Bocejando de seguida...
Procuro algo a que agarrar a atenção,
E fosse eu mesmo músico a sério...
Que assim concluia a tua canção.
Será cantada por muito mais tempo,
E espero que nem seja terminada...
Pois só de tocar dá-me alento,
E a nossa história nem começou a ser contada...
A forma como me perco em ti,
Os desejos que me avassalam perdidos...
A minha partida e o que senti...
Perdi e ganhei todos os sentidos.
E foi bem dificil de lá sair.
Depois de tão pouco tempo,
A tentar dormir em desespero.
Já sai daí há tanto tempo...
E anseio o regresso a esse conforto.
E depois de ver tantas pessoas,
Mais desejo o teu olhar, esse rosto.
Bocejando de seguida...
Procuro algo a que agarrar a atenção,
E fosse eu mesmo músico a sério...
Que assim concluia a tua canção.
Será cantada por muito mais tempo,
E espero que nem seja terminada...
Pois só de tocar dá-me alento,
E a nossa história nem começou a ser contada...
A forma como me perco em ti,
Os desejos que me avassalam perdidos...
A minha partida e o que senti...
Perdi e ganhei todos os sentidos.
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Num percurso calmo e aparentemente tranquilo, as curvas sucedem-se e os buracos são em maior numero... desvio-me mas fugindo de um, caio noutro... Como muitas coisas na vida, os imprevistos marcam o caminho que levamos e a firmeza com que assentamos o pé... pequenas surpresas podem muitas vezes significar grandes alterações e grandes surpresas, subitas mudanças de direcção... Uma disposição indisposta a sorrir, um feitio que se proibe de sentir para se manter, uma janela que no seu abrupto fechar movimenta o ar que solta a nesga da porta...
Corro sorrindo do rumo que levo... orgulhoso e de costas direitas mostro o sorriso para quem quiser ver... quem não quiser ver... pode sempre olhar para outro lado! ;-)
Corro sorrindo do rumo que levo... orgulhoso e de costas direitas mostro o sorriso para quem quiser ver... quem não quiser ver... pode sempre olhar para outro lado! ;-)
sexta-feira, 13 de julho de 2012
Como a poesia é um escape...
Que se prende nos dedos, que não se largue...
E em ler palavras diferentes nos apetece sentir...
Nos apetece escrever e nas mesmas palavras discorrer.
Mesmo quando o tempo teima em se apressar,
Há emoções que insistem em se mostrar.
Como em antecipação da viagem que nos separa,
Em que puxo fogo à cama que me abriga... e que me castiga...
Que se prende nos dedos, que não se largue...
E em ler palavras diferentes nos apetece sentir...
Nos apetece escrever e nas mesmas palavras discorrer.
Mesmo quando o tempo teima em se apressar,
Há emoções que insistem em se mostrar.
Como em antecipação da viagem que nos separa,
Em que puxo fogo à cama que me abriga... e que me castiga...
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Sinto necessidade, mas as palavras teimam em ficar...
E ficando, amargam-me a boca, fazem-me a voz rouca, tenho de as expulsar...
Coloco-me no foco da questão, como sempre, marcado pela emoção...
Neste pouco jeito de escrever, o que realmente quero, o que tenho para dizer.
Assim escorro nesta falta de nexo, nesta pesquisa de léxico, onde gosto de me perder...
Inequivocavelmente, sou pessoa pensante, sem voz sonante no meu mundo.
Não gosto de assim pensar, que no meu mundo pouco mando... mas será assim tão relevante mandar?
Este doce sabor de ir à deriva, num curso limpido e sem malicias...
Esta agradável sensação de poder cair da jangada e ter pé, conforta-me...
O calor que se vai propagando pelo corpo é trazido pelo beijo que o sol me presenteia e o equilibrio da jangada é apenas mantido por me acompanhares nesta deriva que nos transporta.
Não ouço nada que não sejam os passarinhos num trauteante chilrear, num assobio frenético de romance e o cheiro das flores enebria e alisa as águas que nos transportam suavemente.
Como uma fonte, cada gota que embate na jangada emite uma vibração, um som... tão relaxante... tão bom!
O sorriso continua a estar aqui estampado... neste curso que me sossega... não vislumbro quedas de água no meu caminho, nem rápidos que me agitem... senão os rápidos que aceleram meu coração ao te ver, apenas virando a cara no nosso "tanning process" privado... :-)
E ficando, amargam-me a boca, fazem-me a voz rouca, tenho de as expulsar...
Coloco-me no foco da questão, como sempre, marcado pela emoção...
Neste pouco jeito de escrever, o que realmente quero, o que tenho para dizer.
Assim escorro nesta falta de nexo, nesta pesquisa de léxico, onde gosto de me perder...
Inequivocavelmente, sou pessoa pensante, sem voz sonante no meu mundo.
Não gosto de assim pensar, que no meu mundo pouco mando... mas será assim tão relevante mandar?
Este doce sabor de ir à deriva, num curso limpido e sem malicias...
Esta agradável sensação de poder cair da jangada e ter pé, conforta-me...
O calor que se vai propagando pelo corpo é trazido pelo beijo que o sol me presenteia e o equilibrio da jangada é apenas mantido por me acompanhares nesta deriva que nos transporta.
Não ouço nada que não sejam os passarinhos num trauteante chilrear, num assobio frenético de romance e o cheiro das flores enebria e alisa as águas que nos transportam suavemente.
Como uma fonte, cada gota que embate na jangada emite uma vibração, um som... tão relaxante... tão bom!
O sorriso continua a estar aqui estampado... neste curso que me sossega... não vislumbro quedas de água no meu caminho, nem rápidos que me agitem... senão os rápidos que aceleram meu coração ao te ver, apenas virando a cara no nosso "tanning process" privado... :-)
sábado, 30 de junho de 2012
Colheitas improváveis de sorrisos ou de simples emoções,
Num texto perdido mas sentido que encontrou caminho...
Fez lembrar outros tempos e outras pessoas, numa nostalgia profunda...
Brevemente, revejo épocas em que não ligava ao rumo...
Em que o amanhã era menos importante que o hoje, num passo marcado e definido.
Esses minutos, que se acumularam em horas e dias,
Marcaram pequena alma que se fez crescer inevitavelmente contrariada...
Forçada a abandonar o sentimento de jovialidade e a aceitar as responsabilidades que isso acarreta...
Fez-se madura, pensante, distante de todas essas alegrias que poderiam atrasar seu rumo.
Hoje, ainda com os pés inseguros nos passos, ainda com a garganta apertada de cada vez que tenho de proferir a palavra responsabilidade, ainda com um nó no estômago de me aperceber cada vez mais que a idade pesa-me, que o rumo atrasa-se e que o objectivo pessoal de melhorar, ficou esbatido em termos e definições, em situações e emoções que preferimos não contrariar que preferimos não lutar...
Hoje, sinto mais a falta de alguém! Mas de alguém, que sempre se fez sentir com a mesma força... que apesar de estar longe me enchia de orgulho, que da sua recordação me vêm lágrimas... que preciso! Hoje especialmente e sempre!
Vim escrever não por sua causa, mas foi ele que interveio em mim numa recordação fulminante, foi ele que me apertou aqui o peito e me fez sentir sua falta... mais hoje que nos outros dias todos desde a sua partida.
Era ele que me curava este aperto, que me fechava o cerco num abraço melhor que o meu, maior que o céu...
Num texto perdido mas sentido que encontrou caminho...
Fez lembrar outros tempos e outras pessoas, numa nostalgia profunda...
Brevemente, revejo épocas em que não ligava ao rumo...
Em que o amanhã era menos importante que o hoje, num passo marcado e definido.
Esses minutos, que se acumularam em horas e dias,
Marcaram pequena alma que se fez crescer inevitavelmente contrariada...
Forçada a abandonar o sentimento de jovialidade e a aceitar as responsabilidades que isso acarreta...
Fez-se madura, pensante, distante de todas essas alegrias que poderiam atrasar seu rumo.
Hoje, ainda com os pés inseguros nos passos, ainda com a garganta apertada de cada vez que tenho de proferir a palavra responsabilidade, ainda com um nó no estômago de me aperceber cada vez mais que a idade pesa-me, que o rumo atrasa-se e que o objectivo pessoal de melhorar, ficou esbatido em termos e definições, em situações e emoções que preferimos não contrariar que preferimos não lutar...
Hoje, sinto mais a falta de alguém! Mas de alguém, que sempre se fez sentir com a mesma força... que apesar de estar longe me enchia de orgulho, que da sua recordação me vêm lágrimas... que preciso! Hoje especialmente e sempre!
Vim escrever não por sua causa, mas foi ele que interveio em mim numa recordação fulminante, foi ele que me apertou aqui o peito e me fez sentir sua falta... mais hoje que nos outros dias todos desde a sua partida.
Era ele que me curava este aperto, que me fechava o cerco num abraço melhor que o meu, maior que o céu...
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Ainda ontem recebi um comentário... não tão visivel quanto os que são postados aqui no Blogue, um directamente transmitido via oral... este comentário implicava que a minha escrita era, ou é, uma escrita triste ou que ultimamente assim se tem mostrado aos que o lêm...
Ultimamente até tenho visto a vida com uns olhos bem abertos e desejosos do futuro que se adivinha... até tenho acordado a sorrir e com muita vontade de viver todos os prazeres da vida, até antecipo a saída do trabalho e organizo coisas quando antes não me fazia diferença... quando saisse logo organizava alguma coisa... se tivesse vontade claro...
Acho que o que se passa é que por estar feliz, por me sentir abraçado pela vida e sentir que não é uma fase má, sim porque a vida é marcada pelas subidas e descidas de humor, pelos maus acontecimentos, pelas coisas boas que nos surpreendem..., quando há algo que nos entristece, recordamos esses momentos, revivemo-los, pois como criaturas do destino, somos marcados pelo que vivemos, cicatrizes que carregamos, umas com mais orgulho que outras. Situações que nos entristecem, são fugazes quando se está feliz! Já fugiu... :-D
Happy Days!!!
Ultimamente até tenho visto a vida com uns olhos bem abertos e desejosos do futuro que se adivinha... até tenho acordado a sorrir e com muita vontade de viver todos os prazeres da vida, até antecipo a saída do trabalho e organizo coisas quando antes não me fazia diferença... quando saisse logo organizava alguma coisa... se tivesse vontade claro...
Acho que o que se passa é que por estar feliz, por me sentir abraçado pela vida e sentir que não é uma fase má, sim porque a vida é marcada pelas subidas e descidas de humor, pelos maus acontecimentos, pelas coisas boas que nos surpreendem..., quando há algo que nos entristece, recordamos esses momentos, revivemo-los, pois como criaturas do destino, somos marcados pelo que vivemos, cicatrizes que carregamos, umas com mais orgulho que outras. Situações que nos entristecem, são fugazes quando se está feliz! Já fugiu... :-D
Happy Days!!!
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I feel the ropes of the ship tightening as the wind picks up... The boards crank and moan as if they had something to say, As the silence ar...
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Have I told you how much I love having you with me? Or how beautiful is the rain when it touches the sea? Could it perhaps be compared to a ...
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